VAREJO ONLINE: RETROSPECTIVA 2020 E TENDÊNCIAS PARA 2021

A pandemia e seus efeitos trouxeram diversos novos hábitos e tendências para o varejo digital, e muitos deles devem permanecer em 2021. Saiba mais! 
 

O ano de 2020 foi quando tudo mudou. O que antes era visto como normal e seguro, se transformou em isolamento social e relações completamente digitais - sejam elas familiares, profissionais ou sociais. A COVID-19 impactou todos os setores da economia e com o varejo, é claro, não foi diferente. Pequenos comércios e aqueles que não comercializam produtos essenciais tiveram que fechar suas portas e, os que sobreviveram, precisaram se adaptar rapidamente ao mundo on-line.

As empresas que já passavam por um processo de transformação digital não foram menos impactadas: tiveram que se apressar para atender às novas demandas do mercado em um cenário sem precedentes.

Tantas mudanças trouxeram também impactos positivos, principalmente para o e-commerce. Segundo a 42ª edição do Webshoppers, relatório realizado pela Ebit | Nielsen, as vendas on-line bateram o recorde de faturamento em 20 anos, com um crescimento de 9% em relação a 2019. Houve também 40% a mais de consumidores, já que mais pessoas decidiram se aventurar no mundo das compras digitais. Tudo isso mostra quanto o e-commerce apresentou um crescimento exponencial.

Isso tudo formou uma realidade diferente para o mundo digital em 2020 e acabou criando tendências que devem vir com tudo em 2021.

 

O que aconteceu no varejo on-line em 2020?
Em um cenário completamente novo, algumas questões vieram à tona:

 

Migração acelerada para o digital

A pesquisa Perfil do E-commerce Brasileiro revelou que o e-commerce bateu um recorde em 2020: são mais de 1,3 milhão de lojas - grande parte delas de pequeno porte, com faturamento de até R$ 250 mil por ano. Essa migração - em ritmo acelerado - foi uma das marcas do varejo em 2020.

Comportamento de consumo

Outra mudança que fez parte do cenário do e-commerce em 2020 foi o comportamento de consumo. Além de mais pessoas comprando pela internet - e planejando continuar com o hábito, mesmo quando a situação do distanciamento social se normalizar -, também houve um impacto no que é comprado on-line, com grande foco em produtos de higiene e móveis e acessórios para a casa.

Pesquisa de produtos e serviços via mobile

O acesso às lojas on-line cresceu, mas a maneira como é feito esse acesso também mudou. Segundo dados da Comscore Brasil, dos usuários que acessam sites e aplicativos de compra, 72% são usuários exclusivos de mobile, ou seja, o fazem através de um dispositivo móvel.

 

Valorização do comércio local

Comércios de todos os tipos sofreram um grande impacto com as mudanças em 2020, mas os pequenos lojistas e empreendedores foram os mais afetados, o que gerou um movimento para sua valorização. Entregadores de bicicleta e lojas de bairro passaram a ser mais usados pela população para que pudessem continuar com seu trabalho.

Social selling

As vendas diretas foram um dos únicos setores do varejo que apresentou crescimento no primeiro semestre de 2020, chegando a um aumento de 3% na comparação com 2019. E acompanhadas das ferramentas digitais, como as próprias redes sociais e o WhatsApp, elas se tornam o social selling e apresentam uma ótima oportunidade para quem quer empreender ou encontrar uma renda extra.

 Crescimentos de aplicativos de delivery

Talvez um efeito dos mais óbvios em 2020 tenha sido o aumento das compras por aplicativos de delivery. Mais de 70% dos consumidores começaram a usar ou aumentaram o uso de apps de entrega durante a pandemia, principalmente por terem o que precisam sem precisar sair de casa.
 

Eventos on-line

Assim como muitas coisas migraram para o mundo digital, o setor de eventos também precisou se adaptar em 2020. Isso levou a um aumento expressivo das lives nas redes sociais. Só no Instagram, foram registradas 70% mais lives.
 

Pix 

Uma novidade deste ano que não está diretamente relacionada aos impactos da pandemia foi o Pix, o novo meio de pagamento do Banco Central, que permite transações instantâneas - em até 10 segundos - durante 24 horas por dia e sete dias por semana, inclusive finais de semana e feriados. A grande vantagem é que essas operações são gratuitas para pessoas físicas e podem ser feitas sem taxas entre instituições diferentes.

 

Tendências do varejo digital para 2021
Com tantas novidades em 2020, é claro que há diversas tendências esperadas para 2021. Muitos especialistas afirmam que o mundo não será o mesmo, nem mesmo depois de a pandemia passar e pode ser que muitos dos hábitos adotados neste período de quarentena sejam mantidos. Alguns deles são:

 

Aumento das vendas on-line

Boa parte dos consumidores que fizeram suas primeiras compras on-line em 2020 - 64% - dizem que pretendem continuar com esse hábito, mesmo quando a situação da pandemia se normalizar. Isso indica que o grande número de transações digitais deve continuar em 2021.

 

Crescimento de novas modalidades de e-commerce

Com tanta gente comprando e vendendo pela internet, novas modalidades têm crescido para receber ainda mais novos lojistas, como os marketplaces e o dropshipping. Hoje, os marketplaces, por exemplo, já têm participação de 78% no faturamento total do e-commerce brasileiro e são responsáveis por atrair pequenos e médios empreendedores para o mundo digital.

Novas soluções de pagamentos on-line

Além do Pix, que traz muito mais segurança - em todos os sentidos - para as transações digitais e físicas, outras soluções de pagamento também devem continuar em foco em 2021, como o link de pagamento - que permite vendas pelas redes sociais e pelo WhatsApp - e os pagamentos por aproximação - que ajudam a evitar o contato do consumidor com a máquina de cartão de crédito.

Tecnologias para melhorar a experiência de compra

Realidade aumentada, espelho virtual e outras tecnologias têm surgido para melhorar a experiência de compra on-line e devem ser tendência em 2021, principalmente para facilitar a vida de quem está dando os primeiros passos nas compras pela internet.

 

Autocheckout

Para as lojas físicas, além de um investimento na transformação digital, será importante informatizar também os pontos de venda físicos, oferecendo, inclusive, opções de pagamento sem contato, como o autocheckout, quando o próprio consumidor realiza o processo de pagamento.

 

União do físico e do digital

Por fim, o famoso "figital" unindo as experiências físicas e digitais - como compras pelo WhatsApp e retirada na loja física, por exemplo - deve continuar sendo tendência em 2021, principalmente pela preferência do consumidor pelas facilidades das compras on-line.

 

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